Friday February 12, 2010 at 10:39

a.m

11:31 da manhã, ainda em expediente, à pouco para o horário de almoço. Sob a mesa, cartas para ciência do diretor, protocolos e declarações. O telefone que insistia em tocar, os olhos presos ao monitor. Proseava com o teclado. O vício da rotina em apressa-lo a cada segundo corrido. - Não há mais tempo! De repente, veio lembrar de quando criança, corria livremente pela rua, sua única preocupação seria o amanhã, o sucessor de hoje, se faria sol de novo. Voar com a pipa no céu, rolar pela chão e pouco se importar com a aparência, quando gostava de desenhar na calçada com giz. Foi quando percebeu, na sua mesa, em meio tantos papéis, agora era importante o amanhã futuro daqui um, dois, dez anos. O sol era só um enfeite na paisagem, e as horas voavam, agora são 12:01.

- vou almoçar.